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REVISTA NOVA ESCOLA - ABRIL 2006

O trabalho em equipe No Colégio Conhecer, em Porto Alegre, os alunos da 4ª série em diante têm aulas de desafios lógicos uma vez por semana. "É importante pra crianças e adolescentes compratilhar idéias e falar sobre o que estão fazendo e como estão pensando", afirma Olga Rejane Haag, professora de Matemática da 4ª a 6ª série, que cooredena as atividades. ela conta que, além dessas aulas específicas, o que faz os estudantes deslancharem no pensar é o compromisso de todos os professores em tornar suas aulas sempre motivadoreas e instigantes. "Minha atuação é apenas parte de um trabalho de equipe." Olga utiliza diversos quebra-cabeças, como tangram, além dos Jogos Boole. Eles foram criados pelo professor de Matemática Procópio Mendonça Mello, de Porto Alegre. Ao longo de 30 anos de magistério, Procópio percebeu que a dificuldade dos pequenos em pensar surgia antes dos cálculos matemáticos. "Muitos não sabiam falar claramente nem interpretar enunciados", elmbra. Isso mostrou a ele a importância de desafia a mente dos alunos, o que seria útil em várias áreas, não só na sua disciplina. Elaborados para crianças a partir de 4 anos, os jogos têm por objetivo desenvolver a capacidade de raciocínio pela compreensão de histórias feitas com base em estruturas lógico-matemáticas. eles foram insipirados nas teorias do inglês George Boole (1814-1864), um dos criadores da matemática utlizada nos computradores de hoje - a álgebra booleana. "Ele acreditava ser possível fazer equações matemáticas que expressassem o pensamento", diz Procópio. Para o inglês, a relação entre duas frases poderia ser lida com o mesmo rigor contido em uma equação algébrica. Assim, o Jogo faz a turma passar do pensamento concreto para o abstrato. Olga conta que , quando recebe alunos vindos de outras escolas, nota que alguns estão habituados a seguir instruções e a completar os exerciícios dos livros e apostílas.São alunos com dificuldade em se expressar, interpretar problemas, tomar iniciativa e trabalhar em grupo. Ao colocar esses estudantes em contato com os desafios lógicos, eles simplesmente desabrocham para o mundo do pensamento. "Aquele que chega só fazendo continuas aprende a não aceitar qualquer resposta. É um caminho sem volta."